Algumas pessoas investem suas vidas em algo, sem jamais saber realmente o que fazem
A Grade Comissão é um chamado para discipular nações, “[...] ensinando-as a guardar todos os mandamentos que vos dei.” Deus quer redimir todas as tribos e todas as nações para si. Isto começa, mas não termina, com o evangelismo de indivíduos. Este discipulado, seja como for, não é meramente espiritual ou religioso. Os indivíduos devem ser discipulados para viver toda a vida perante a face de Deus. Se quisermos ser fiéis à missão que Cristo deu à Igreja no século XXI, devemos voltar à nossa rica herança da perspectiva mundial bíblica.
Alguns cristãos dizem que precisamos ir além do evangelismo; temos de discipular. Mas estes cristãos vêem a tarefa somente no sentido espiritual ou religioso. Eles querem ensinar os novos crentes a orar e a ler a Bíblia, e nada mais. Neste caso, a Grande Comissão foi reduzida a uma atividade espiritual.
Mas a Grande Comissão diz que devemos fazer discípulos de quê? Das nações. Não somente indivíduos. Deus quer redimir as nações para si mesmo. O discipulado das nações começa com indivíduos conhecendo a Cristo. Portanto, tem de haver evangelismo. E também, tem de haver discipulado que vá além da ajuda espiritual. As pessoas precisam ser discipuladas em todas as áreas da vida.
Normalmente, acontece de irmos à igreja aos domingos, onde o “espiritual” acontece. Mas o que acontece de segunda a sábado? Trabalhamos no mundo e vivemos de acordo com a regras do mundo. Fazemos as coisas da igreja aos domingos e nos envolvemos com a indústria do desenvolvimento no restante da semana.
Algumas pessoas investem suas vidas em algo, sem jamais saber realmente o que fazem. Nós queremos ajudar as pessoas a saírem da pobreza, queremos ver coisas mudarem. Muitos de nós estamos em organizações cristãs porque somos motivados por Cristo para fazer a obra.
Nós dizemos que queremos fazer o que fazemos bem. Queremos ser profissionais, por isso criticamos o nosso trabalho e o comparamos com o que os outros fazem. Temos consultores externos avaliando o nosso trabalhos, porque queremos fazer o nosso programa profissionalmente. Mas a questão é esta: que tipo de programa? O tipo de programa que fazemos será determinado pelas nossas políticas e conceitos sobre o desenvolvimento. Alguma vez já olhamos para a questão? Estamos demasiadamente envolvidos com programas para gastar tempo refletindo sobre “o que é desenvolvimento?”
A sabedoria exige o envolvimento em ação e reflexão. Portanto, precisamos estar engajados no nosso mundo, mas também temos de olhar para o motivo de estarmos fazendo o que fazemos. Nós queremos fazer coisas certas porque somos cristãos. E eis a razão pela qual todos os anos avaliamos os nossos projetos: queremos ser excelentes nas coisas que fazemos.
Porém, não é suficiente fazer as coisas corretamente. Nós devemos também realizar as coisas certas. Nós podemos, perfeitamente, fazer todas as coisas erradas, mas profissionalmente. Se tudo o que fazemos é analisar os nossos programas desta maneira, nós poderíamos fazer as coisas erradas de uma maneira excelente. Por isso, não é suficiente tomar tempo para refletir e levar a sério a Palavra de Deus no contexto do nosso trabalho, porque não queremos apenas fazer coisas corretamente – queremos apenas fazer as coisas certas. E fazer as coisas certas com excelência.
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